Mesmo com a crise econômica que se faz presente no país, especialistas do setor projetam um aumento de crédito para o ano que vem. É especulado que o crescimento no saldo de empréstimos no país chegue a 8%, ficando acima da inflação estimada de 5,07% em 2017.

O Boletim Focus aponta um crescimento de 1,3% no PIB para o ano que vem – em contraponto com a queda que tivemos esse ano, que foi de 3,14%. Em termos nominais, analistas acreditam que o crescimento do crédito fique entre 5% a 8% em 2017.

“Com a volta do crescimento do crédito, fica mais fácil acreditar que o PIB e a situação fiscal vão melhorar, o que também ajuda na percepção de risco de inadimplência”, afirma o analista Eduardo Rosman, do BTG Pactual.

Tito Labarta, do Deutsche Bank prevê crescimento entre 6% e 8% no crédito para o ano que vem e com os bancos públicos não tendo a mesma participação como em outros ciclos.

“Os bancos privados estão hoje em uma melhor posição para emprestar, graças ao nível de capitalização de seus balanços”, indica ele.

Um executivo diretor de um grande banco, que pediu para não ser identificado ao dar as declarações, afirma que o crédito para pessoa física deve demorar um pouco mais para voltar, já que o desemprego deve ser a última variável da economia a se recuperar.

No que diz respeito ao capital de giro para pequenas e médias empresas, segundo essa mesma fonte, serão as primeiras linhas a mostrar reação em 2017.

A recuperação já vem sinalizada no levantamento trimestral realizado pelo Banco Central na pesquisa de condições de crédito.

Para o terceiro trimestre deste ano ainda, nos quatro segmentos avaliados – grandes empresas, pequenas e médias, financiamento ao consumo e habitacional – os dados já mostram melhoria na expectativa de aprovação de crédito.

A velocidade da recuperação de crédito, entretanto, não é consenso geral. Para Carlos Macedo, analista da Goldman Sachs, o cenário ainda piora este ano e começa a retomada no começo de 2017.

Já Marcelo Telles, do Credit Suisse, acredita que o saldo das operações vai crescer em velocidade inferior pelos próximos 2 anos.

 

 Com informações do Valor.


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